quinta-feira, 7 de março de 2013

Breveando


Interessante lembrar que, às vezes, os maiores medos, as maiores inseguranças e as maiores ciladas vêm de dentro de nós mesmos. Há que se pensar no que é transponível, no que, com a ajuda dos que amamos, conseguimos deixar para trás sem maiores dificuldades.
Faz parte do caminho, temos de aprender pela trilha pedregosa, ruída, justamente para dar valor à ladrilhada e bem pavimentada.
Ignorar é sensato, mas enfrentar é um ato de bravura imensurável.
Manter a janela fechada ajuda, mas em descompensação os ventos não fluem, o ar se impregna do cheiro de coisa fechada, que apodrece ao sabor da rigidez da prisão.
Ganhar o mundo, caros - do seu jeito, não do meu, porque afinal somos diferentes em muitos aspectos, mas parecidos em outros - requer força, flexibilidade, atenção e temperança. Mas também requer leveza, (ins)piração e descaramento.
É fato que às vezes nos dispomos a tentar consertar as dobradiças das janelas uns dos outros, principalmente  porque a minha sempre vive de reformas, tamanhas as tempestades que adentram por ela.
Tenho deixado que tragam desadaptabilidade, porque só assim aprenderei a lidar com situações diferentes em curtos espaços de tempo.
Testes, uma fase de intensos e ininterruptos testes é o que essa está sendo. Apenas vim para dizer que tenho conseguido vencer a ventania, que tenho superado o frio que estala os ossos. E o que é melhor: tenho apreciado o anoitecer sem medo do amanhecer, sendo ele nebuloso ou não.

Ao som de "Fly", Ludovico Einaude.

1 pessoas se inspiraram:

Emilly McRose disse...

"Ignorar é sensato, mas enfrentar é um ato de bravura imensurável.
Manter a janela fechada ajuda, mas em descompensação os ventos não fluem, o ar se impregna do cheiro de coisa fechada, que apodrece ao sabor da rigidez da prisão."

como eu me identifiquei com isso, caramba!